Poesia e as formas do agir comunitário | UFSJ

Oficina: Poesia e as formas do agir comunitário
24 a 27/07/2017
Local: Universidade Federal de São João del-Rei | Inverno Cultural
16h de duração

Aulas:

1. O gênio criador versus o gênio coletivo
2. Futurismo e Dadaísmo
3. Surrealismo e onirologia
4. Pós-modernismo BR e coletivos hoje

Foram quatro dias intensos, com uma pequena turma de 7 participantes, a maioria composta de universitários graduandos ou pós-graduandos, e uma aluna de 13 anos.

Lemos juntos textos do romantismo alemão, das vanguardas europeias, manifestos do futurismo, do dadaísmo, do surrealismo, o plano-piloto da poesia completa, o desbunde e a rebeldia corporal de poetas da década de 1970, tudo isso em uma leitura transhistórica que permitia incursões históricas um pouco mais “anacrônicas”, isto é, que saltam na linha do tempo, como costuma ser anacrônica (embora não a-histórica) a vida das artes.

Vale a pena contar a história de um pequeno material que surgiu, e disponibilizá-lo para download. Na aula sobre surrealismo, fizemos alguns exercícios com sonhos, relatos e com teorias dos sonhos. Um dos exercícios propostos era a invenção de uma teoria da origem ou da função (à escolha dos participantes) dos sonhos. Uma das teorias nos conta da existência de uma enorme construção, dentro de cada um de nós, onde convivem aquilo que poderíamos ter sido, e aquilo que acreditamos que as pessoas poderiam ter sido: à noite, durante o sono, as portas se escancaram, e coisas acontecem. Uma outra, da relação de certo controle remoto com a memória, e do modo aleatório como esse controle é manuseado durante a noite. Outra teoria é um verdadeiro chiste com a “vida útil” (dos acordados, dos celulares, dos ligados, enfim): “O sonho é – ih! apagou.” Tubos quânticos, vermes supervelozes, fogo vivo, possibilidade de acordar entre os mortos, eternidade das crianças, memória cósmica e os 28 espectros, a relação do sonho com os mais 5 minutinhos, a ação de magos revoltados: essas teorias, dos participantes da oficina, misturadas às teorias que estudaram nesse dia, de Freud, de Platão, de Maria Rita Kehl e de André Breton, compõem agora um zine de teoria inventada, o Onírica, que leva assinatura coletiva e textos anônimos.

Você pode baixá-lo aqui.