Canteiro de Obras | UERJ

No início dessa mais recente crise da UERJ (que poderíamos chamar de crime de Estado contra a UERJ, parte integrante de um crime maior, contra a democratização da educação e dos aparelhos culturais do Estado do Rio de Janeiro e do país), o poeta e editor Marcelo Reis de Mello e eu organizamos esse evento no Centro Cultural da UERJ, a COART.

Era já um desejo antigo meu trazer para o primeiro plano isto que costumam chamar de “andaimes” da obra (esconder os andaimes se tornou lugar comum na teoria sobre arte do início do século XX). Depois que o Marcelo se tornou técnico de oficinas literárias na universidade, vimos aí uma chance de levar à frente o plano. Foi então que convidamos, para essa primeira edição, Ana Kiffer, Leila Danziger, Marília Garcia e Pollyana Quintella para que falassem de seus processos de criação, e para que pudéssemos, com isso (e o engajamento dessas pessoas muito competentes foi crucial no processo), ouvir falar, baixinho, no fundo de cada fala, aquilo que venho chamando de modo de produção literária (só com essa escuta poderemos conversar, verdadeiramente, sobre os modos literários de produção da vida).