Materialidade e Concretude | Passagens Escola de Filosofia

Oficina de poesia: Materialidade e Concretude
Maio de 2017
Local: Escola Passagens de Filosofia
4 encontros com 2h de duração

No início de 2017 conversei com Márcia Tiburi a propósito da realização de uma oficina de poesia na Escola Passagens de Filosofia. A escola começou esse ano, e vem desenvolvendo laboratórios de escrita. Além dos alunos inscritos, carreguei comigo 3 companheiros de Oficina Experimental de Poesia: Frederico Klumb, Julya Tavares e Lucas Matos.

Fiquei comovido em saber, algum tempo depois, que uma das alunas, a Camila, incorporou, em sua pesquisa de Mestrado em Atenção Psicossocial, bem como em seu trabalho como psicóloga em um Hospital Público na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, algumas ferramentas compartilhadas durante os nossos encontros; especialmente a técnica de imanência e analogia que desenvolvi com a cartografia verbal.

Segue a ementa proposta à época e o título que dei às aulas.

Ementa: A proposta da oficina é a de uma exploração, teórica e prática, da materialidade da linguagem poética. Será estimulado – a partir da apresentação de debates, referenciais teóricos e propostas de exercício – o teste de procedimentos e ferramentas artísticas próprias à poesia e, eventualmente, a outras artes. Começaremos com discussões em torno da concretude do poema, passando por seus limites e transbordamentos, chegando, por fim, ao diálogo com outras artes e suportes.

Aulas:

1. Materialidade e Concretude
2. Limites do poema: verso, prosa, saturação e dobra
3. Poema, o arrebatado da linguagem
4. Tudo poesia: outros suportes e poesia em campo expandido

E, a título de curiosidade, um registro do trabalho da Camila Butinholli, conforme a psicóloga relatou em rede social.