Arquivo do autor:Rafael Zacca

Sobre Rafael Zacca

Poeta e crítico literário, cursou a graduação em História e o mestrado em Filosofia na Universidade Federal Fluminense. É membro do corpo editorial da Revista Chão, onde mantém a coluna Sucesso de Sebo. Integra, no Rio de Janeiro, a Oficina Experimental de Poesia.

[Graduação – UFRJ] Teoria Literária I – 2020.2

EMENTA

O curso pretende desdobrar, a partir de textos literários e críticos, uma pergunta – o que é literatura? – em muitas. O conceito de literatura é de difícil definição – e o curso não pretenderá fixar um conceito rígido, claro e distinto do que seja a literatura. Pelo contrário, demonstrará como o exercício da teoria literária é o de flexibilização, problematização e questionamento do conceito diante da multiplicidade de objetos – radicalmente diferentes entre si – que ele tenta abarcar. Além disso, na tarefa de abertura do conceito de literatura, diferentes linguagens e objetos textuais serão convocados à reflexão. Por fim, o curso pretende demonstrar a historicidade do conceito de literatura e da discussão sobre textos literários, que remonta, pelo menos, à Grécia Antiga e à discussão sobre a relação da arte com a realidade a partir do conceito de mimesis.

PROGRAMA

Semana 1: Apresentação do curso + Como ler

 

Semana 2: O que é literatura? Algumas tentativas 1

[Leitura: T. Eagleton, “Introdução” a Teoria literária, uma introdução]

 

Semana 3: O que é literatura? Algumas tentativas 2

[Leitura: A. Cícero, “A poesia e a crítica”; L. Callegari e F. Moreira, “O negro na história da literatura brasileira”]

 

Semana 4: Literatura, o centro e a margem 1

[Leitura: G. Rosa, A terceira margem do rio]

 

Semana 5: Literatura, o centro e a margem 2

[Leitura: J. L. Borges, Baco Exu do Blues]

 

Semana 6: A morte do autor

[Leitura: A. Compagnon]

 

Semana 7: Sistema literário e Modo de produção literário

[Leitura: A. Cândido, “Sistema literário” e V. Woolf “Um teto todo seu”]

 

Semana 8: Stela do Patrocínio, poesia?

[Leitura: S. Patrocínio, Reino dos bichos e dos animais]

 

Semana 9: Mímesis 1: Platão

[Leitura: A república]

 

Semana 10: Mímesis 2: Aristóteles

[Leitura: Poética]

 

Semana 11: Stela do Patrocínio, mímesis?

 

Semana 12: Avaliação do curso

BIBLIOGRAFIA

ARISTÓTELES. Poética. Trad. Paulo Pinheiro. São Paulo: Editora 34, 2017.

BORGES, Jorge Luis. O Aleph. Trad. Davi Arrigucci Jr. São Paulo: Companhia das

Letras, 2008.

__________. O livro dos seres imaginários. Trad. Carmen Vera Cirne Lima. São       Paulo: Globo, 1989.

CALEGARI, Lizandro Carlos; MOREIRA, Fábio Martins. “O negro na história da

literatura brasileira”. IN: Litterata | Ilhéus. vol. 6/2. jul.-dez. 2016. pp. 40-58.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Ouro sobre

Azul, 2007.

CICERO, Antônio. “A poesia e a crítica.” IN: A poesia e a crítica. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

COMPAGNON, Antoine. O Demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad.

Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: UFMG, 1999.

EAGLETON, Terry. Teoria literária, uma introdução. Trad. Walternir Dutra. São

Paulo: Martins Fontes, 2006.

PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2001.

PLATÃO. Íon. Trad. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

__________. República. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFBA, 2001.

ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2001.

WOOLF, Virgínia. Um teto todo seu. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova

Fronteira: 1985.

[Graduação – PUC-Rio] Estética I – 2020.2

OBJETIVOS

  1. Apresentação de conceitos básicos da história da Estética diante de questões da arte moderna e contemporânea;
  2. Atualização de questões primordiais da reflexão estética para a arte contemporânea;
  3. Discussão do problema da historicidade da percepção humana e por extensão da estética como “filosofia da arte”.

EMENTA

O curso pretende apresentar parte do debate filosófico acerca da arte contemporânea a partir dos diagnósticos da transformação de seu estatuto na modernidade. Diferentes filósofos que se debruçaram sobre os temas da estética, isto é, da ciência da percepção, bem como sobre os da filosofia da arte, viram na modificação do estatuto das obras uma transformação da própria experiência humana ao longo da história. É o caso de Hegel, Nietzsche, Heidegger, Walter Benjamin, Theodor W. Adorno, Jacques Rancière, Susan Buck-Morss e Giorgio Agamben, para nos limitarmos a alguns exemplos. Diagnóstico pressentido também por muitos artistas, o que resultaria, em grande medida, no surgimento das diferentes vanguardas que povoaram o mundo das artes no século XX. O curso privilegiará a leitura de textos filosóficos que tentam compreender a metamorfose das artes em suas relações com a história.

PROGRAMA

Aula 1: Apresentação do curso

Aula 2: Estética: ciência da percepção ou filosofia da arte?

Aula 3: A modernidade como crise da arte (Hegel)

-O caso Homero x Kafka

Aulas 4: A crise da arte como crise da modernidade: pobreza de experiência (W Benjamin)

Aula 5: Desorientação do sujeito (Lukács)

-O caso romance ; Brás Cubas

Aula 6: A transformação sentimental (W Benjamin)

-O caso Baudelaire

Aula 7: Arte estranha 1: O gabinete do Dr. Caligari

Aula 8: Arte estranha 2: A definição de V. Chklovsky e o estranho

Aula 9: Massa e governos autoritários 1: Freud e o narcisismo

Aula 10: Freud e o narcisismo

-O caso Frida Kahlo

Aula 11: Massa e governos autoritários 2: Adorno e a indústria cultural

Aula 12: Adorno e Horkheimer e a indústria cultural

-O caso Andy Warhol

Aula 13: Zelig

Aula 14: Avaliação 1

 

Aulas 15-18: Massa e governos autoritários 3: Benjamin e a perda da aura

Aulas 19-20: O caso Futurismo

Aula 21-22: O caso Surrealismo

Aulas 23-24: De volta à crise da percepção: Susan Buck-Morss e a anestesia social

Aulas 25-26: A partilha do sensível: Rancière e a estética como política

Aula 27: “lugar de corpo é no corpo, lugar da cabeça é na cabeça”

-Stela do Patrocínio e Bispo do Rosário

Aula 28: Avaliação 2

BIBLIOGRAFIA

ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro:

Jorge Zahar, 1985

AGAMBEN, Giorgio. “O que é o contemporâneo”. IN: O que é o contemporâneo e

              outros ensaios. Trad. Vinicius Nicastro Honesko. Chapecó: Argos, 2009.

BAUDELAIRE, Charles. “A perda da auréola.” Trad. Aurélio Buarque de Hollanda. IN:

              Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.

BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica”. Trad. M.          Lisboa. In: Benjamin e a obra de arte. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

__________. “Sobre alguns temas em Baudelaire”. IN: Obras Escolhidas Vol. III. Trad.

José Carlos Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense,

1989.

BUCK-MORSS, Susan. “Estética e anestética: o ensaio sobre a obra de arte de Walter

Benjamin.” Trad. Rafael Lopes Azize. Travessia: revista de literatura, nº 33.

CHKLOVSKY, Victor. “A arte como procedimento.” In: TOLEDO, Dionísio O. Teoria

              da Literatura: formalistas russos. Trad. Ana Filipouski et al. Porto Alegre:

Globo, 1973.

CRARY, Jonathan. Técnicas do Observador: visão e modernidade no século XIX. Rio

de Janeiro: Contraponto, 2012.

DEBORD, Gui. A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de

Janeiro: Contraponto, 1997.

DIDI-HUBERMAN, Georges. A sobrevivência dos vagalumes. Trad. Vera Casa Nova

e Márcia. Arbex. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.

FREUD, Sigmund. Obras completas (Cia das Letras). São Paulo. Vols. 12 e 15.

HEGEL, G. W. F. “Introdução”. IN: Cursos de Estética. Vol. 1. Trad. Marco Aurélio

Werle. São Paulo: EdUSP, 2001.

__________. “Paradoxos da arte política”. IN: O espectador emancipado. São Paulo:

Martins Fontes, 2012.

PATROCÍNIO, Stela. Reino dos bichos e dos animais. Rio de Janeiro: Azougue: 2000.

RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. Trad. Mônica Costa Netto. 2. ed. São          Paulo: Exo Experimental; Editora 34, 2009.

SÜSSEKIND, Pedro. Teoria do fim da arte. Rio de Janeiro: 7letras, 2017.

[Online] Oficina de poesia: Poesia e animalidade

Poesia e animalidade: do animal político à política animal

Esta é uma oficina pra ler e fazer poesia. Vamos ler sobre a questão animal em textos poéticos e testar alguns exercícios a partir de conceitos mobilizados pela literatura especializada e pela filosofia: animal político, poética animal, zoopoética, sintoma, corpo, humanidade, animalidade e zoopolítica. Ao longo desses testes, vamos também ler alguns poemas contemporâneos que apostam em caminhos semelhantes aos propostos aqui. A oficina irá envolver também pequenas leituras para casa, e exercícios propostos a cada semana. Além disso, teremos dois dias (convivência e mutualismo) para compartilhamento dos resultados em grupo. Uma pequena antologia será disponibilizada para os alunos. Será oferecida 1 bolsa integral para cada 5 pagantes.

As aulas serão ministradas pela plataforma Zoom.

1 Zoon politikón: mais animal do que político
2 Pontos de vista: as posições do animal e o sujeito
3 Convivência e mutualismo
4 Educação sentimental: o sintoma além do corpo humano
5 Mais político que humano: Zoopolítica
6 Convivência e mutualismo

Duração dos encontros: 2h + 30 min de intervalo
Segundas-feiras
Datas: 20 e 27 de julho, 3, 10, 17 e 24 de agosto
Turma da tarde: 15h-17h30
Turma da noite: 18h-20h30
Vagas por turma: 15

[Online] Oficina de crítica de poesia – 2020.1

FORMA E FORÇA, PROCEDIMENTO E EXPERIÊNCIA
[Online]
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Duração dos encontros: 2h30.
Carga horária total: 15h
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EMENTA
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Esta é uma oficina de crítica de poesia. Isso significa que nossos encontros terão uma finalidade a um só tempo teórica e prática. Estudar para fazer, e fazer para estudar a crítica. Dividida em 6 encontros, essa oficina propõe que nos debrucemos sobre os fundamentos da crítica, e que compreendamos um pouco de sua história e de suas funções possíveis. Xs participantes serão estimuladxs, na duração do curso, a produzir uma crítica, a partir de reflexões e exercícios práticos, junto à observação da atividade crítica de outrxs escritorxs.
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A oficina se concentrará, ainda, em estabelecer uma reflexão que possa fornecer subsídios para a superação da usual dicotomia entre forma e conteúdo, e entre procedimentos artísticos e experiências vitais em poesia, e em arte em geral. “Formas são forças”, disse certa vez Walter Benjamin – sustentaremos tanto essa tese, quanto a hipótese de seu contrário (forças são formas).
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PROGRAMA
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Dia 1. A crítica como desdobramento das obras
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Dia 2. O poema inacabado
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Dia 3. Poesia e experiência
Dia 4. O coletivo e a crítica
Texto base para discussão: a ser definido com a turma
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Dia 5. As formas da crítica
[Amolador de faca 5: para casa]
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Dia 6. Leitura das críticas produzidas pelxs participantes

 

[Graduação – UFRJ] Teoria Literária I – 2020.1

TEORIA LITERÁRIA I — 2020.1

EMENTA

O curso pretende desdobrar, a partir de textos literários e críticos, uma pergunta – o que é literatura? – em muitas. O conceito de literatura é de difícil definição – e o curso não pretenderá fixar um conceito rígido, claro e distinto do que seja a literatura. Pelo contrário, demonstrará como o exercício da teoria literária é o de flexibilização, problematização e questionamento do conceito diante da multiplicidade de objetos – radicalmente diferentes entre si – que ele tenta abarcar. Além disso, na tarefa de abertura do conceito de literatura, diferentes linguagens e objetos textuais serão convocados à reflexão. Por fim, o curso pretende demonstrar a historicidade do conceito de literatura e da discussão sobre textos literários, que remonta, pelo menos, à Grécia Antiga e à discussão sobre a relação da arte com a realidade a partir do conceito de mimesis.

PROGRAMA

1. O conceito de Literatura e suas consequências
1.1. O que é literatura? Algumas tentativas; 1.1.1. Objetos literários identificáveis; 1.1.2. A literatura antes e depois da escrita; 1.1.3. Objetos estranhos;

1.2. Os limites do cânone;
1.3. O autor e a morte do autor;
1.4. Modo de produção literário e sistema literário;

2. Mímesis
2.1. Grécia antiga, arte e sociedade;

2.2. Tragédia e democracia; 2.2.1. Antígona de Sófocles; 2.2.2. Antígona de Brecht; 2.2.3. Antigonick de Sófocles por Anne Carson; 2.2.4. Tragédia, história e mímesis;

2.3. Mímesis, Platão e Aristóteles

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ARISTÓTELES. Poética. Trad. Paulo Pinheiro. São Paulo: Editora 34, 2017.
CALEGARI, Lizandro Carlos; MOREIRA, Fábio Martins. “O negro na história da literatura brasileira”. IN: Litterata | Ilhéus. vol. 6/2. jul.-dez. 2016. pp. 40-58.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.
CICERO, Antônio. “A poesia e a crítica.” IN: A poesia e a crítica. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
COMPAGNON, Antoine. O Demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: UFMG, 1999.
EAGLETON, Terry. Teoria literária, uma introdução. Trad. Walternir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
PLATÃO. República. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFBA, 2001.
VERNANT, J-P.; VIDAL-NAQUET, P. Mito e tragédia na Grécia antiga. Trad. A. L. do A. Prado e outros. São Paulo: Perspectiva, 1999

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ANZALDÚA, Gloria. “Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo.” IN: Estudos feministas. Trad. Édna de Marco. v. 8. n. 1. (2000)
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas Vol. I. Trad. Sergio Paulo Rouanet. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1994.
BORGES, Jorge Luis. Ficções. Trad. Davi Arrigucci Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
__________. O Aleph. Trad. Davi Arrigucci Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
__________. O livro dos seres imaginários. Trad. Carmen Vera Cirne Lima. São Paulo: Globo, 1989.
BRECHT, Bertolt. “A Antígona de Sófocles.” In: Teatro completo. Tradução Angelika E. Köhnke e Christine Roehrig. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. v. 10, p. 191-251.
CARSON, Anne; SÓFOCLES. Antigonick. Trad. Marília Garcia e Rafael Zacca.
PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2001.
PLATÃO. Íon. Trad. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2001.
SÓFOCLES. Antígona. Trad. Trajano Vieira. São Paulo: Perspectiva, 2009.WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 1985.

CALENDÁRIO

17/03 Apresentação da turma e do professor
19/03 Apresentação da ementa, do programa e das formas de avaliação

24/03 O que é literatura? (T. Eagleton, “Introdução” a O que é literatura, pp. 1-24)
26/03 Idem.

31/03 Testando o conceito de literatura I: A terceira margem do rio (Guimarães Rosa)
02/04 Testando o conceito de literatura II: Verbete: Minotauro (J. Luis Borges) A casa de Asterion (J. Luis Borges) + Minotauro de Borges (Baco Exu do Blues) : distribuição em sala de aula

07/04 Testando o conceito de literatura III: Stela do Patrocínio
09/04 Idem

14/04 Os limites do cânone I (A. Cícero: “A poesia e a crítica”)
16/04 Idem

21/04 Feriado
23/04 Feriado

28/04 Os limites do cânone II (Calegari e Moreira, “O negro na história da literatura brasileira”)
30/05 Idem

05/05 O autor e a morte do autor I (Compagnon, “O autor” in: O demônio da literatura, pp. 47-52)
07/05 O autor e a morte do autor II (J. Luis Borges, “Pierre Menard autor do Quixote” in Ficções, pp. 18-23)

12/05 Modo de produção literário e sistema literário (A. Cândido, “Literatura como sistema” em Formação da literatura brasileira, pp. 23-25)
14/05 Avaliação 1

19/05 Grécia antiga, arte e sociedade
21/05 Antígona de Sófocles (in: Trilogia tebana, pp. 199-261)

26/05 Antígona de Sófocles
28/05 Antígona de Sófocles

02/06 Antígona de Sófocles
04/06 Antígona de Brecht: distribuição em sala de aula

09/06 Conversa sobre avaliação 2
11/06 Feriado

16/06 Antígona de Anne Carson: distribuição em sala de aula
18/06 Antígona de Anne Carson

23/06 Grécia antiga, tragédia e democracia (Vernant e Vidal-Naquet, Mito e tragédia na Grécia antiga, pp. 1-24)
25/06 Mímesis em Platão (Livro VII da República)

30/06 Mímesis em Aristóteles
02/07 Avaliação 2

[Oficina – Coart/UERJ] Oficina de poesia: da matéria-prima à composição – 2020.1

DA MATÉRIA PRIMA À COMPOSIÇÃO

Prof.: Rafael Zacca
2020.1 | Carga horária: 32h   (12 encontros)
Seg. 15h-18h

PROPOSTA

Uma oficina de fundamentos para quem quer começar a escrever ou desenvolver a sua escrita. Estudaremos juntos alguns conceitos básicos que concernem ao poema e à composição poética em geral. Simultaneamente, testaremos ferramentas e dispositivos para a criação. Em meio a tudo isso, leremos um bocado de poetas vivxs.

PROGRAMA

Aula 1 – Apresentação do curso – o que é o poema? Algumas respostas inconclusivas

Aula 2 – A materialidade das palavras. Técnicas de imanência e analogia.
[Leitura: Octavio Paz, O arco e a lira, “”, pp. ]

Aula 3 – Limites do verso. Técnicas de cavalgamento e parataxe.
[Leitura: Giorgio Agamben, Ideia da prosa, “Ideia da prosa”, pp. ]

Aula 4 – Limites da prosa. Técnicas de contenção e transbordamento. Sintaxe e (de novo) parataxe.
[Leitura: Décio Pignatari, O que é comunicação poética, “Poesia não-linear, poesia não-verbal”, pp. 48-60]

Aula 5 – Lanternagem. A fala franca, o olho no olho, e o aviso do feijão no dente.
[Leitura: Ezra Pound, ABC da Literatura, “”, pp. ]

Aula 6 – As dimensões do poema segundo Ezra Pound: melopeia, fanopeia e logopeia.
[Leitura: Ezra Pound, ABC da Literatura, “”, pp. ]

Aula 7 – Símbolo e alegoria.
[Leitura: ]

Aula 8 – O escudo de Aquiles. Sustentando a metáfora.
[Leitura: Oficina experimental de poesia, Almanaque rebolado, “”, pp. ]

Aula 9 – “Eu sou ninguém”. Personagens com e sem fundo.
[Leitura: Rafael Zacca, “Sem juízo nenhum: dívidas, vidas culpadas e a poesia de Lucas Matos”, na revista Escamandro]

Aula 10 – Escrever com e contra o passado.
[Leitura: Anne Carson, “A tarefa de quem traduz Antígona”]

Aula 11 – Arte como procedimento e criação como programa.
[Leitura: Victor Chklovski, “A arte como procedimento”]

Aula 12 – Catar feijão ou caçar em vão? Transpiração e inspiração na composição.
[Leitura: ]

[Oficina – Coart/UERJ] Oficina de poesia e leitura: Os sentidos da matéria em Gullar e Cabral – 2020.1 [com Lucas van Hombeeck]

OS SENTIDOS DA MATÉRIA

Profs.: Lucas van Hombeeck e Rafael Zacca
2020.1 | Carga horária: 32h   (13 encontros)
Seg. 18h30-21h

PROPOSTA

Esta é uma oficina de leitura e criação de poesia a partir das obras de João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar. Vamos investigar os sentidos da matéria nos dois poetas e testar ferramentas desenvolvidas a partir desse estudo. Neste primeiro módulo trabalharemos os livros Cão sem plumas, Uma faca só lâmina e Quaderna, de João Cabral, e Poema sujo, Na vertigem do dia e Barulhos, de Ferreira Gullar.

PROGRAMA

16/03: Apresentação do curso e proposta metodológica

1. Materialidade e sujeira
23/03: Poema sujo, F. Gullar (i)
30/03: Poema sujo, F. Gullar (ii) + Cão sem plumas, J. Cabral (i)
06/04: Cão sem plumas, J. Cabral (ii)
13/04: Oficina
20/04: Feriado

2. Materialidade e linguagem
27/04: Uma faca só lâmina, J. Cabral (i)
04/05: Uma faca só lâmina, J. Cabral (ii) + Na vertigem do dia, F. Gullar (i)
11/05: Na vertigem do dia, F. Gullar (ii)
18/05: Oficina

3. Materialidade e morte
25/05: Barulhos, F. Gullar (i)
01/06: Barulhos, F. Gullar (ii) + Quaderna, J. Cabral (i)
08/06: Quaderna, J. Cabral (ii)
15/06: Oficina + Encerramento do curso

[Graduação – UFRJ] Teoria Literária III – 2020.1

TEORIA LITERÁRIA III — 2020.1

EMENTA

O desenvolvimento do capitalismo, o ritmo acelerado da destradicionalização do mundo, a desorientação promovida pela falência dos valores transcendentais e o advento do sujeito moderno constituem, a um só tempo, causas e sintomas de uma crise que se estende desde os princípios da modernidade até os nossos dias. As formas artísticas acompanharam essa crise de diversas maneiras: dando-lhe imagens, alimentando-a, tentando amenizá-la ou apostando na sua radicalização. De Hegel aos teóricos da Escola de Frankfurt, de Nietzsche a Heidegger, de Weber a Marx, um tal diagnóstico se faz sentir – ainda que não com as mesmas consequências. Este curso tenta investigar as transformações da arte, em geral, e da literatura, em particular, e seus vínculos com questões relacionadas à percepção e à política.

PROGRAMA

1. Modernidade e as transformações da arte
1.1. Hegel e o fim da arte; 1.2. A desorientação transcendental e a teoria do romance; 1.3. Poesia e negatividade;

2. As transformações da percepção
2.1. Pobreza de experiência; 2.2. Reprodutibilidade técnica; 2.3. Fim da aura; 2.4. Estetização da política e politização da arte;

3. Estética e anestética
3.1. As transformações da percepção; 3.2. Capitalismo, crise da democracia e origens do totalitarismo; 3.3. Sujeito moderno, masculinidade, anestesia e fascismo;

4. Arte e refundação da democracia
4.1. A partilha do sensível; 4.2. Modos de sentir, modos de habitar; 4.3. As artes e as cidades; 4.4. Desconstrução do sujeito universal europeu; 4.5. Racializando o debate sobre arte e democracia.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ADORNO, Theodor. “Palestra sobre lírica e sociedade” IN: Notas de literatura I. Trad. Jorge M. B. de Almeida. São Paulo: Editora 34, 2003.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas Vol. I. Trad. Sergio Paulo Rouanet. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1994.
BUCK-MORSS, SUSAN. “Estética e anestética: o ensaio sobre a obra de arte de Walter Benjamin.” Trad. Rafael Lopes Azize. Travessia: revista de literatura, nº 33. Florianópolis: EdUFSC, ago-dez 1996.
CHKLOVSKI, Victor. “A arte como procedimento.” In: TOLEDO, Dionísio de (org.). Teoria da literatura: formalistas russos. Trad. A. M. Ribeiro et al. Porto Alegre: Editora Globo, 1971.
HEGEL, G. W. F. “Introdução”. IN: Cursos de Estética. Vol. 1. Trad. Marco Aurélio Werle. São Paulo: EdUSP, 2001.
LUKÁCS, Georg. A Teoria do romance. Trad. José Marcos Macedo. São Paulo, Duas. Cidades / Ed. 34, 2000.
MBEMBE, Achille. “Democracia e poética da raça” IN: Crítica da razão negra. Trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1 edições, 2018.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. Trad. Mônica Costa Netto. São Paulo: EXO experimental org.; Ed. 34, 2005.
SUSSEKIND, Pedro. Teoria do fim da arte. Rio de Janeiro: 7letras, 2017.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR (LITERATURA)

BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Trad. Ivan Junqueira. IN: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.
__________. O Spleen de Paris. Trad. Aurélio Buarque de Hollanda. IN: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.
CUMMINGS, e. e. Poem(a)s. Trad. Augusto de Campos. Campinas: Unicamp, 2011.
FREITAS, Angélica. Um útero é do tamanho de um punho. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
GARCIA, Marília. Parque das ruínas. São Paulo: Luna Parque, 2018.
KAFKA, Franz. A metamorfose. Trad. Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
NEGRÃO, Renato. Vicente viciado. Belo Horizonte: Rótula, 2012.
PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Rio de Janeiro: Azougue, 2001.
TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda européia e modernismo brasileiro: apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas. 3ª ed. Petrópolis: Vozes; Brasília: INL, 1976.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR (TEORIA)

BENJAMIN, Walter. Baudelaire e a modernidade. Trad. João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
__________. Estética e sociologia da arte. Trad. João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2006.
EAGLETON, Terry. Teoria literária, uma introdução. Trad. Walternir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
FREUD, Sigmund. “O estranho”. IN: Edição Standard brasileira das Obras psicológicas Completas de Sigmund Freud. Vol. XVII. Trad. Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. Da metade do século XIX a meados do século XX. Trad. Marise M. Curioni. São Paulo: Duas Cidades, 1978.

CALENDÁRIO

17/03 Apresentação
19/03 Hegel e o fim da arte (Hegel, “Introdução” aos Cursos de Estética, p. 35; P. Sussekind “Prólogo” e “Tema hegeliano” em Teorias do fim da arte, pp. 9-19)

24/03 Modernidade, desorientação transcendental e teoria do romance (G. Lukács, “Culturas fechadas” em A teoria do romance, pp. 23-35)
26/03 Epopeia antiga, epopeia moderna (Idem, pp. 55-68)

31/03 Poesia e negatividade I (T. Adorno, “Palestra sobre lírica e sociedade” in Notas de literatura I)
02/04 Poesia e negatividade II

07/04 Modernidade e estranhamento: a arte como procedimento (V. Chklovsky, “A arte como procedimento“)
09/04 Idem

14/04 Introdução a Walter Benjamin
16/04 Experiência e pobreza (W. Benjamin, in Obras escolhidas vol I, pp. 114-119)

21/04 Feriado
23/04 Feriado

28/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica (W. Benjamin, “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica” in: Obras escolhidas vol I pp. 165-196)
30/05 Idem

05/05 Idem
07/05 Idem

12/05 Avaliação 1
14/05 Estética e anestética (Susan Buck-Morss)

19/05 Idem
21/05 Idem

26/05 A partilha do sensível ( J. Rancière, Primeira pergunta em A partilha do sensível, pp. 15-26)
28/05 Idem

02/06 Os regimes da arte (Segunda pergunta, pp. 27-44)
04/06 Idem

09/06 Revisitando a República de Platão
11/06 Feriado

16/06 Crítica da razão negra e a refundação da democracia (A. Mbembe, “Democracia e poética da raça” in Crítica da razão negra, pp. 299-307)
18/06 Idem

23/06 As transformações da narrativa I (W. Benjamin, “O narrador” in Obras escolhidas vol I, pp. 197-221)
25/06 Idem

30/06 Avaliação 2
02/07 Encerramento do curso

 

[Graduação – PUC-Rio] Estética I – 2020.1

ESTÉTICA I – 2020.1

OBJETIVOS

a. Apresentação de conceitos básicos da história da Estética;
b. Atualização de questões primordiais da reflexão estética para a arte contemporânea;
c. Discussão do problema da historicidade da percepção humana e por extensão da estética como “filosofia da arte”.

EMENTA

Teoria da arte; a problemática que envolve a produção da obra de arte; natureza da criatividade; conceitos característicos das diferentes concepções da obra e arte. Relação entre arte e sociedade. O conceito de arte.

PROGRAMA

1. Estética e Filosofia da arte
– O nascimento da estética; – Filosofia da percepção ou filosofia da arte?

2. Arte e fim da arte
-A modernidade como época problemática; -A arte como problema na modernidade; -Hegel e o “fim da arte”;

3. Mímesis
-A era da reprodutibilidade técnica da obra de arte; -Cópia e verdade; -Autonomia e heteronomia das obras; -Estetização da política versus politização da arte; -Walter Benjamin e a atrofia da aura;

4. Estética e anestética
-As transformações da percepção; -O sujeito moderno anestesiado; -Susan Buck-Morss e uma teoria feminista da estética;

5. Percepção e democracia
-A partilha do sensível; -Modos de sentir e a organização da Polis; -Os regimes da arte: ético, poético e estético; -Rancière e os fins da democracia.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica”. Trad. M. Lisboa. In: Benjamin e a obra de arte. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
BUCK-MORSS, Susan. “Estética e anestética: o ensaio sobre a obra de arte de Walter Benjamin.” Trad. Rafael Lopes Azize. Travessia: revista de literatura, nº 33.
HEGEL, G. W. F. “Introdução”. IN: Cursos de Estética. Vol. 1. Trad. Marco Aurélio Werle. São Paulo: EdUSP, 2001.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. Trad. Mônica Costa Netto. 2. ed. São          Paulo: Exo Experimental; Editora 34, 2009.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas Vol. I. Trad. Sergio Paulo Rouanet. Rio de               Janeiro: Brasiliense, 1994.
CRARY, Jonathan. Técnicas do Observador: visão e modernidade no século XIX. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
EAGLETON, Terry. A ideologia da estética. Trad. Mauro Sá Rego Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Trad. Valério Rohden e António. Marques. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1993.
LIMA, Luiz Costa. Mimesis e modernidade. Rio de Janeiro: Graal, 1980.
PAREYSON, L. Os problemas da estética. Trad. Maria Helena Nery Garcez. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
PLATÃO. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1990.
RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
SUSSEKIND, Pedro. Teoria do fim da arte. Rio de Janeiro: 7letras, 2017.

CALENDÁRIO

04/03 Apresentação da turma e do professor
06/03 Apresentação da ementa

11/03 O nascimento da estética I (Leitura: T. Eagleton, “Particulares livres” em Ideologia da estética, pp. 17-28)
13/03 O nascimento da estética II (idem)

18/03 O fim da arte (Leitura: Hegel, “Introdução” aos Cursos de Estética, p. 35; P. Sussekind “Prólogo” e “Tema hegeliano” em Teorias do fim da arte, pp. 9-19)
20/03 Sociedades fechadas e modernidade como sociedade aberta (Leitura: G. Lukács, “Culturas fechadas” em A teoria do romance, pp. 23-35)

25/03 Introdução ao pensamento de Walter Benjamin
27/03 Introdução a A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica

01/04 Seminário I: Dadaísmo
03/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica I (Leitura: W. Benjamin, “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica” in: Obras escolhidas vol I pp. 165-196)

08/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica II
10/04 Feriado

15/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica III
17/04 Seminário II: Futurismo

22/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica IV
24/04 A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica V

29/04 Seminário III: Surrealismo
01/05 Feriado

06/05 Estética e anestética I (Leitura: S. Buck-Morss, “Estética e anestética…”)
08/05 Estética e anestética II

13/05 Estética e anestética III
15/05 Estética e anestética IV

20/05 Seminário IV: Modernismo brasileiro
22/05 Introdução ao pensamento de Jacques Rancière

27/05 A partilha do sensível I (Leitura: J. Rancière, Primeira pergunta em A partilha do sensível, pp. 15-26)
29/05 A partilha do sensível II (idem)

03/06 A partilha do sensível III (Segunda pergunta, pp. 27-44)
05/06 A partilha do sensível IV (idem)

10/06 Seminário V: Teoria da Vanguarda
12/06 As cidades invisíveis

17/06 Entrega das notas finais
19/06 Prova final