Arquivo da tag: Walter Benjamin

“Ils, Ellos, Eles” | CMAHO

> Participação na exposição
“Ils, Ellos, Eles”
, de Julieta Hanono
no CMAHO, de nov.16 a fev.17,
com curadoria de Izabela Pucu.

Em meados de 2016, a então diretora do Centro Muncipal de Artes Helio Oiticica, Izabela Pucu, proporcionou um encontro entre eu e a artista argentina Julieta Hanono, cujo trabalho de auto-tradução ficcional opera no limite tangenciado pelo texto, pela imagem e pela voz. Esse internacionalismo dos meios expressivos é, de alguma forma, análogo ao internacionalismo da autora, nômade desde o fim da adolescência, na experiência traumática da ditadura argentina, que sequestrou Julieta quando ela integrava o grupo revolucionário dos Montoneros. Continuar lendo

Carta para Leila Danziger a propósito de seu mais novo livro de poemas

por Rafael Zacca
2016

É noite, Leila Danziger, 2009

Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2016

Querida Leila,

li teu livro todo entre a sala de triagem e a sala de raio-x no Hospital Badim, hoje, enquanto esperava que a Ana fizesse seus exames para descobrir por que doía tanto a sua barriga. Um dia antes foi ela mesma quem me mostrou um poema seu: “Não sei o que fazer / com tantas radiografias / de seus pulmões (…) seus ossos são luz.” Não li até o final, não tive olhos, se afogaram todos e eu fingi estar com alergia ao perfume, tenho o olfato e os olhos frágeis pra essas coisas, pra poemas, perfumes, metrô, raio-x. Continuar lendo

Tradução PTPT | CMAHO

Oficina de Tradução PT-PT
28/01/2017
Local: CMAHO
4h de duração

Em 2016, fui convidado pela artista argentina Julieta Hanono para colaborar com sua exposição “Ils, Ellos, Eles” (com curadoria de Izabela Pucu, então diretora do Centro Municipal de Artes Helio Oiticica) com um Laboratório de Tradução Desorientada, Desfuncionalizada e Suspensa. Traduzi alguns trabalhos de autoficção da artista para diferentes linguagens. O procedimento foi parecido com o que eu já realizara, no mesmo ano, com um poema de Sylvia Plath, I am Vertical (publicado na revista Escamandro). O trabalho para a exposição resultou em uma sala, um laboratório, com as traduções suspensas e uma mesa que dava algumas ferramentas para que os visitantes se aventurassem em continuar o trabalho, virtualmente infinito. Continuar lendo